quinta-feira, 19 de maio de 2016

Florence Nightingale Pioneira da enfermagem moderna

    
Nascida em 1820, na Itália, filha de britânicos ricos, Florence Nightingale teve uma infância confortável. Quando jovem, rejeitou propostas de casamento e, nos seus estudos, decidiu aprender como cuidar da saúde dos pobres. Apesar da oposição dos pais, Florence conseguiu uma vaga numa escola para treinamento de enfermeiras em Kaiserswerth, Alemanha. Mais tarde, estudou em Paris e, aos 33 anos, tornou-se supervisora dum hospital para mulheres em Londres.
Mas ela enfrentou seu maior desafio quando se ofereceu para cuidar dos soldados feridos na Criméia. Ali, ela e sua equipe de 38 enfermeiras tiveram de limpar um hospital infestado de ratos. A tarefa foi enorme, porque de início elas não tinham sabão, pias, toalhas nem havia suficientes macas, colchões ou ataduras. Florence e sua equipe enfrentaram o desafio e, no fim da guerra, ela havia introduzido reformas mundiais na enfermagem e na administração de hospitais. Em 1860, ela fundou a Escola Nightingale de Treinamento de Enfermeiras do Hospital São Tomás, em Londres — a primeira escola de enfermagem que não estava vinculada a uma ordem religiosa. Antes de sua morte, em 1910, ela esteve presa a uma cama, inválida, por muitos anos. Mesmo assim, ela continuou escrevendo livros e panfletos no esforço de elevar as normas de cuidados com a saúde.
Alguns não concordam com a imagem altruísta de Florence Nightingale, argumentando que outros merecem tanto crédito quanto ela pelas contribuições que deram para a enfermagem. Além disso, a reputação dela tem sido muito discutida. Segundo o livro A History of Nursing (História da Enfermagem), alguns afirmam que ela era “temperamental, mandona, teimosa, de pavio curto e dominadora”, ao passo que outros ficaram fascinados pela sua “genialidade e charme, sua incrível vitalidade e a própria personalidade contraditória dela”. Independentemente de qual tenha sido sua verdadeira personalidade, uma coisa é certa: suas técnicas de enfermagem e administração hospitalar se espalharam por muitos países. Ela é considerada uma pioneira da enfermagem moderna.

A análise da trajetória desta profissão permite considerar que o cuidado, por certo, é leilmotio da açãodo enfermeiro. Geovanini{1995) lembra que a prática de cuidar na Enfermagem nasceu como intuição feminina no seio familiar para depois caminhar na direção de tornar-se uma ciência humanizada, respaldada, inicialmente, no conhecimento de outras ciências para, mais recentemente, procurar fundamentação em teorias próprias, ao que se denomina Enfermagem modema. Tal modernização surgiu com Florence Nightingale, urna inglesa que, como enfermeira, trabalhou na Guerra da Criméia, na década de 50 do século XIX, quando desenvolveu um modelo de atenção em enfermagem, revolucionaria áquela época, pois que, diante do desconhecimento da microbiologia, ja havia preocupação com fatores ambientais e rigor higiênico (BECH; BUDÚ; GONZALES, 1998). 



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