quarta-feira, 25 de julho de 2018

CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM NAONY - CURATIVO

 


Definição: é o tratamento de uma lesão aberta.


Finalidades:

- isolar o ferimento do exterior, impedindo a contaminação

- proteger contra traumatismo externos, amortecendo os choques

- absorver as secreções

- facilitar a cicatrização

          

*Recursos necessários:

Kit curativo(geralmente composta pelas pinças: Anatômica, Dente-de-rato e a Hemostática reta - Pean);

Soro fisiológico 0,9% (ampola 10 ml,frascos de 100 ml,250 ml, 500ml);

Esparadrapo e/ou fita microporosa;

Éter (se necessário);

Luvas de procedimento (látex ou vinil);

Luva estéril (7,0, 7,5,8,0);

Máscara cirúrgica e óculos protetor;

Touca;

Biombo;

Bandeja e mesa auxiliar para curativo;

Saco plástico preto (resíduo comum), e saco branco (resíduo biológico/infectante);

Agulha 25x12 (ponta romba - vermelha);

Solução antisséptica (clorexidina alcoólica).


* Atividades Principais:

Higienizar as mãos com água e sabão ou realizar a fricção antisséptica com álcool gel à 70%,se as mãos não estiverem visivelmente sujas;

Realizar desinfecção da bandeja e da mesa auxiliar para curativo com álcool à 70%;

Reunir o material necessário;

Explicar o procedimento ao paciente e à família,caso esteja presente,verificar a pulseira de identificação e conferir dados;

Proteger o leito com o biombo;

Abrir o kit curativo,dispor a pinça pean do lado direito e a pinça anatômica à esquerda,com os cabos voltados para a borda do campo.  Abrir o pacote de gaze e dispor na região superior do campo estéril;

Calçar as luvas de procedimento;

Remover o penso com auxílio da pinça anatômica, enquanto a gaze embebida em éter, adaptada à pinça pean, desprende o esparadrapo / micropore   que se encontrava preso à pele do paciente;

O penso sujo deverá ser avaliado em relação ao exsudato e desprezado de acordo com a normatização de resíduos;

A pinça anatômica deverá ser reservada;

Avaliar a necessidade de trocar as luvas de procedimento;

Observar a incisão/inserção quanto à presença de sinais flogísticos (hiperemia, edema, calor,rubor ou dor local),saída de secreção,integridade dos pontos e também observar o aspecto da pele ( periborda ) ao redor da incisão/inserção, observar a presença de tecido necrosado e exsudato;


PS: Nas inserções de cateter central

- Umedecer a gaze com solução antisséptica e, com o auxílio de pinça aplicá-lo na área mais próxima do cateter em movimentos circulares no sentido de dentro para fora (repetir o procedimento pelo menos duas vezes);

- Com auxílio de uma pinça, umedecer a gaze com solução antisséptica e aplicar na pele ao redor do cateter em movimentos circulares, a partir da periferia da área anteriormente traçada (cerca de 10 cm). Repetir o procedimento pelo menos duas vezes;

- Com uma nova gaze, também embebida, limpar toda a extensão do cateter, com movimentos da posição proximal para distal, repetindo o movimento se necessário;

- Depois que secar, cubra o local com um curativo de gaze ou semipermeável transparente;



                   O SENTIDO DO CUIDADO PARA ENFERMEIROS E PACIENTES 

- Buscar o sentido, velado por trás da mera aparência, significa, na fenomenologia heideggeliana, a tentativa de aproximação ao fundante, originário do fenômeno que lhe apresente. Nisto se dá a compreensão, correspondendo à apreensão do sentido, que se revela somente quando se deixa mostrar de onde, o que apenas é passivei alcançar pela mediação propiciada pelo uso da razão. Tal sentido somente é possível de apreensão quando se revela aquilo que se esconde no que é aparente. Portanto, é necessário mediatizar, pela razão, na tentativa de buscar-se o "eidos· ou essência do fenómeno pela epoché. 

Diante do que se expressaram enfermeiros de clinica médica e pacientes por eles cuidados que participaram deste estudo, foi necessário que se dissecasse esta revelação, na tentativa de revelar o sentido que eles deram à sua linguagem. Ora, enfermeiros e pacientes vivem no cotidiano de cuidado, habitando o chamado mundo do cuidar, descrito por Grassetti (1997), onde, segundo a estudiosa, ocorre relação interpessoal de seres cuidador e cuidado. Neste estudo. foi apreendido do discurso de enfermeiros e pacientes do mundo do cuidar, em uma unidade de clinica médica, que o cuidado de enfermagem se funda na disposição humana do cuidado, ora comprometido e mediatizado pela razão, com preocupação e solicitude, ora descansando na mera ocupação inautêntica pr6pria da imediatez mundana. Isto porque , em Heidegger (1993,a), a disposição humana é caracterizada pelo desejo de ser e estar com o outro no mundo e, dentre os modos da disposição está o cuidado como a mais própria das características humanas.

 Para o Filósofo, o cuidado é zelo, desvelo e preocupação. No entanto, ele pode ser manifestado de dois modos, aquele denominado autêntico. no qual o cuidador considera compreensivamente o ser cuidado, ajudando a escolher suas possibilidades de existir. Tal comportamento autêntico ou originário se dá apenas quando o cuidador, não apenas se ocupa mundanamente com o outro, mas também se preocupa com ele, demonstrando-Ihe solicitude. Todavia, o cuidado também se manifesta de modo inautêntico, aquele que ocorre na grande parte das vezes, trata-se do momento em que o cuidador meramente se ocupa com o outro, sem no entanto, considerar seus desejos ou possibilidades de escolha. Isto acontece com mais facilidade, pois segundo o estudioso, é mais cômodo ao homem permanecer no mundo cotidiano na existência inautêntica na qual tudo é mediano e comum. 

A ninguém e a todos atribui-se a responsabilidade, de maneira tal, que todos são e ninguém propriamente é. Diante destes ensinamentos, é possível revelar que o cuidado de enfermagem. conforme aqui apreendido, é compreendido como manifestação autêntica, especialmente quando expressado pelos pacientes, embora oscile e descanse para a dimensão cotidiana e inautêntica da mera execução de procedimentos. Esta ambiguidade é revelada, principalmente, quando os enfermeiros. mesmo alicerçando o cuidado nas técnicas de enfermagem, consideram as relações interpessoais com os seres cuidados e à disposição de devolver-lhes bem-estar. 


REFERÊNCIAS  BIBLIOGRÁFICAS


BECK, C. L. C. Buo6 M. L. D.; GONZALES, R. M. B. O Cuidado na enfermagem - essência e possibilidade de crescimento para a profissão (cd-rom). ENFTEC, 6. 1998, São Paulo. Anais Ele/fônicos 1 cd-ramo 

BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem. Lei do Exercício Profissional de Enfermagem. Brasília, 1986.


Bons Estudos!
Se esse conteúdo foi útil para você e se desejar contribuir fique à vontade.
Caixa: 1498 01300009263-4
                                             Santander: 3076 01067197-1                                            
CPF: 79654487500